quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Torridos Acordes - Parte XII

_Há alguns anos, eu me apaixonei perdidamente por uma jovem, éramos jovens e eu apenas havia começado meus estudos de piano, planejamos nos casar.

Laura sentiu uma pontada de ciúme e encolheu-se um pouco.

_Fui falar com os pais dela, e depois de ouvir meu pedido eles me expulsaram e mandaram para um internato. Eu era pobre e, segundo os pais de Isabella, esse era o nome dela, eu não seria um bom marido, eles arranjaram para que ela se casasse com um rapaz muito rico, no convento mesmo, contra sua vontade, eu tentei incessantemente achá-la, mas não tive êxito. Soube algum tempo depois que Isabella suicidou-se, no dia do casamento, na carta que ela deixou, endereçada a mim, contava que me esperou até o ultimo momento.

_Oh! Rian, que tragédia horrorosa! Me perdoe querido, por chamá-lo de covarde, se eu soubesse...

_Entende a minha fuga agora? Eu tive medo Laura, medo que tudo se repetisse.

Laura o sentiu apertar o abraço em volta dela. Como ele não deve ter sofrido todos esse anos.

_Você não teve culpa.

_Eu estive prestes a abandoná-la também Laura, se você não tivesse vindo aqui, minha linda maluquinha. Eu quase enlouqueci longe de você ma belle.

_E agora Rian, o que faremos?

_Se seus pais não me aceitarem, vão deserdá-la. Mas se você me aceitar meu amor, sempre haverá para onde ir.

_Eu já o aceitei, desde o primeiro momento, e com você meu amor, eu vou pra qualquer lugar.

Adormeceram sentindo o calor um do outro. Amanha, seria outro dia.







Laura despertou sozinha, por um momento sem saber onde estava. Demorou alguns segundos para entender porque estava nua em uma cama que não era a dela. Olhou a sua volta, as recordações voltaram e, junto com elas, veio também um calafrio que percorreu todo seu corpo. Estava na casa de Rian e eles haviam feito amor!

Percebeu uma camisa cuidadosamente estendida em uma cadeira ao lado da cama, tentou cobrir-se da melhor maneira possível, deu graças por ser pequena e a camisa chegar-lhe aos joelhos, embora ainda se sentisse exposta por estar sem a roupa de baixo. Seguiu um som cadenciado e foi encontrá-lo na cozinha, um cheiro delicioso tomava conta do ambiente. Parou na porta, sem saber ao certo o que dizer ou fazer, ele voltou-se para olhá-la. Não conseguiu disfarçar o brilho de desejo que atravessou seus olhos ao vê-la quase nua. Estaria mesmo ali em sua casa, pensou se não estava sonhando.

_Venha ma belle, precisa comer alguma coisa.

_Rian, eu preciso voltar para casa, meus pais...

Ele já estava silenciando-a novamente com um beijo. Oh! Como resistir àqueles beijos, como lembrar de que existia mais alguma coisa no mundo senão o calor daquele corpo e daqueles beijos?

_Laura, é noite, o céu está desabando, além do mais, ma belle...

Aproximou os lábios de seu ouvido e disse-lhe como um carinho

_...você está em casa.

_Rian, não podemos..., não é assim tão fácil

Ele afastou-se um pouco para olhar nos olhos dela.

_Laura, amanhã irei falar com seus pais, não para pedi-la, mas para comunicar-lhes que você já é minha. A menos que..., sua voz falhou, a menos que você não me queira petiit.

_Se não o quisesse, teria me arriscado tanto vindo aqui?

_Então minha querida, está pronta? Se seus pais não aceitarem nosso casamento, eu irei raptá-la.

_Não será preciso, eu irei com você de bom grado.

Mais uma vez ele buscou seus lábios e a envolveu num beijo terno, que logo foi se tornando mais exigente e ousado, a consciência de que ela estava nua embaixo da sua camisa, fez com que seus instintos despertassem, mais uma vez seu corpo dava sinais de que a desejava.

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