Voltou para junto dela e aconchegou ao seu corpo, enquanto esperava que sua respiração se normalizasse.
_Você está pronta meu amor, pronta para mim.
_Eu o quero tanto Rian. Quero ser sua, inteira.
_Sabe que não poderemos voltar atrás não é?
_Sim, eu sei meu querido. Se eu tivesse dez vidas, dez vezes eu me entregaria a você.
Levando-a até o quarto, ele a deitou na cama estreita de solteiro, posicionando seu corpo sobre o dela, ela era tão pequena perto dele, tão frágil, temia machucá-la e já fazia tanto tempo que ele estivera com uma mulher...
Novamente terno, ele beijava-lhe os lábios e os cabelos, tantas vezes fantasiara aquele momento, enquanto ao lhe dar aulas curvava-se sobre suas costas. Laura entreabriu os lábios num gemido quando sentiu o contato do membro rígido dele em contato com o seu.
_Não tenha medo, amor.
_Não tenho, não é medo que sinto quando sinto seu desejo, é...
Ela não encontrou a palavra.
_Prazer ma cherrie, ele não pode esconder um sorriso de contentamento e orgulho, estava ensinando o amor, àquela garota linda que logo ele faria mulher. Você está sentindo prazer Laura, e fica tão linda assim, coberta de rubor.
Ela sorriu encabulada. Ele posicionou-se entre suas pernas, seu desejo era de urgência, mas não queria assustá-la ou machucar.
_Querida, vai machucar um pouco, mas eu prometo ser cuidadoso amor.
_Tudo bem, Marrie me explicou.
Disse ela corando e escondendo o rosto em seu ombro.
_Sapequinha.
Ele disse baixinho em seu ouvido e voltando a beijá-la, lentamente foi se encaixando dentro dela, Laura dava pequenos gemido, o corpo ansioso indo de encontro ao seu homem, logo ele sentiu a barreira do himem, forçou mais um pouco e ela deu um gritinho agudo. Ele já podia sentir o calor do corpo de Laura, seu desejo era possui-la de todo, abrigar-se em sua intimidade, mas não podia pensar só em si.
_Amor, disse-lhe suavemente, não precisamos ir até o fim, não hoje, se não quiser.
_Eu não desejo outra Rian, me faça sua, por favor.
Mais uma vez Laura inclinava o corpo, oferecendo-se à posse num instinto inato, tão natural quanto respirar.
As bocas unidas, Laura o abraçava, se insinuava provocante, ele já agüentaria muito tempo, desejava aquela mulher com todas as forças, forçou mais um pouco e sentiu a macia barreira sendo rompida, finalmente o calor de sua mulher o envolvia, moveu-se devagar, Laura ansiava por mais, uma sensação indescritível se apoderou dela quando ele começou estocar um pouco mais forte, novamente sentia-se úmida, quente, Rian sentia a mensagem inequívoca em seu sexo, o prazer de Laura fazia com que ele se movesse mais facilmente, ela agarrava-lhe os cabelos e gemia cada vez mais alto, quando sentiu que ela estava confortável com a penetração ele deu vazão a todo seu desejo, possuía sua amada com genuíno desejo, sentia seu membro massageado pelas contrações resultantes do prazer que ela estava sentindo. O corpo de Laura pedia mais, ele aumentou o ritmo, olhou para ela e seu semblante de felicidade e prazer, isso bastou para que sentisse seu próprio corpo estremecer, Laura agarrada a ele o seguia na dança ritual, tão antiga quanto a própria vida.
Criei esse espaço para pessoas que, como eu, adoram romances de amor melosos, açucarados e com um bem manjado final feliz. Para todas as mulheres(e, pasmem, homens) que passaram a dolescencia lendo Julia, Bianca e Sabrina. Sejam bem vindos!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Tórridos Acordes - Parte IX
As mãos vacilantes dela começaram a explorar o corpo do seu amado, arrancando-lhe gemidos e suspiros, descobria com a ponta dos dedos o peito forte, o ventre peludo, e o sexo rígido. Logo o instinto a conduziu ela o acariciava com paixão e desejo, provocando–lhe gemidos e arrepios.
Mais uma vez ele a tomou nos braços e se dirigiu para outro ambiente, uma sala menor, porem mais aconchegante, onde se via a um canto, um piano de cauda. Rian cuidadosamente a colocou sobre ele.
_Deixe-me admirá-los ma belle, meus dois amores.
Laura não conseguiu disfarçar o rubor, estava completamente nua, deitada sobre a cauda do piano a pele branca contrastava com o negro do instrumento. Ele aproximou-se, as mãos percorrendo todo seu corpo.
_Tão linda meu amor, tão deliciosamente linda.
A boca quente tomou-lhe um seio, fazendo Laura gemer e arquear o corpo, instintivamente se oferecendo ao toque e a lenta sucção que ele fazia em seu mamilo, Rian continuava a acariciá-la, tocando-lhe as pernas, cintura, quadril, o ventre liso, enquanto a boca deliciava-se em sugar e beijar os lindos seios de sua amada, que ficavam cada vez rígidos ao toque as língua faminta. O calor da boca aliado aos movimentos hipnóticos em seus mamilos faziam o corpo de Laura inteiro ferver e quando a mão dele alcançou seu sexo, foi como se um raio a atravessasse. Ela gemeu alto e assustou-se com a força daquela reação.
-Está tudo bem ma petit, seu corpo está despertando para o amor, deixe-me conduzi-la ma belle, não se assuste. Eu vou cuidar de você. Embora ele falasse ao seu ouvido, era como se a voz estivesse a dezenas de metros, Laura fechou os olhos e mais uma vez entregou-se aos beijos de Rian e ao toque de sua mão no centro de seu prazer. Sentia-se úmida e morna, o que fazia com o toque se tornasse _ delicioso, ele a excitava, massageando-a, fazendo relaxar.
_Ma belle, a voz dele era um sussurro, eu quero sentir seu gosto.
_Não Rian, por favor...
A voz dela era um fraco protesto.
_Confie em mim petit, me deixe te dar prazer.
Antes que ela percebesse, ele já cobria seu ventre de beijos, Rian sentia o cheiro de desejo que emanava do corpo dela. Delicadamente afastou-lhe as pernas, descobrindo-lhe a fonte dos desejos, úmida e perfumada. A boca faminta se apossou do seu sexo e Laura se contorcia ao contato da língua experiente. Rian sugava lhe os lábios, provava-lhe o gosto, levando-a ao delírio quando finalmente sugou-lhe o ápice da feminilidade, sentiu-lhe o tremor característico, os gemidos e as contrações do seu sexo, junto com o precioso liquido que ele fez questão de sorver, eram a prova mais que evidente, ela chegara ao êxtase.
Mais uma vez ele a tomou nos braços e se dirigiu para outro ambiente, uma sala menor, porem mais aconchegante, onde se via a um canto, um piano de cauda. Rian cuidadosamente a colocou sobre ele.
_Deixe-me admirá-los ma belle, meus dois amores.
Laura não conseguiu disfarçar o rubor, estava completamente nua, deitada sobre a cauda do piano a pele branca contrastava com o negro do instrumento. Ele aproximou-se, as mãos percorrendo todo seu corpo.
_Tão linda meu amor, tão deliciosamente linda.
A boca quente tomou-lhe um seio, fazendo Laura gemer e arquear o corpo, instintivamente se oferecendo ao toque e a lenta sucção que ele fazia em seu mamilo, Rian continuava a acariciá-la, tocando-lhe as pernas, cintura, quadril, o ventre liso, enquanto a boca deliciava-se em sugar e beijar os lindos seios de sua amada, que ficavam cada vez rígidos ao toque as língua faminta. O calor da boca aliado aos movimentos hipnóticos em seus mamilos faziam o corpo de Laura inteiro ferver e quando a mão dele alcançou seu sexo, foi como se um raio a atravessasse. Ela gemeu alto e assustou-se com a força daquela reação.
-Está tudo bem ma petit, seu corpo está despertando para o amor, deixe-me conduzi-la ma belle, não se assuste. Eu vou cuidar de você. Embora ele falasse ao seu ouvido, era como se a voz estivesse a dezenas de metros, Laura fechou os olhos e mais uma vez entregou-se aos beijos de Rian e ao toque de sua mão no centro de seu prazer. Sentia-se úmida e morna, o que fazia com o toque se tornasse _ delicioso, ele a excitava, massageando-a, fazendo relaxar.
_Ma belle, a voz dele era um sussurro, eu quero sentir seu gosto.
_Não Rian, por favor...
A voz dela era um fraco protesto.
_Confie em mim petit, me deixe te dar prazer.
Antes que ela percebesse, ele já cobria seu ventre de beijos, Rian sentia o cheiro de desejo que emanava do corpo dela. Delicadamente afastou-lhe as pernas, descobrindo-lhe a fonte dos desejos, úmida e perfumada. A boca faminta se apossou do seu sexo e Laura se contorcia ao contato da língua experiente. Rian sugava lhe os lábios, provava-lhe o gosto, levando-a ao delírio quando finalmente sugou-lhe o ápice da feminilidade, sentiu-lhe o tremor característico, os gemidos e as contrações do seu sexo, junto com o precioso liquido que ele fez questão de sorver, eram a prova mais que evidente, ela chegara ao êxtase.
Tórriods Acordes _ Parte VIII
Laura apanhou sua capa e saiu no meio do temporal deixando-o atônito. As lagrimas se misturavam à chuva e nublavam sua visão, estava desorientada. Tropeçou em algo no meio caminho e teria ido ao chão, se não fosse amparada a tempo, viu-se içada no ar e carregada novamente para dentro.
Já na sala principal, Rian a beijava com fúria, sorvendo junto com o beijo, lágrimas e gotas de chuva.
_Nenhum homem irá possuí-la, além de mim ma belle.
Laura sorriu, o riso misturando-se as lágrimas, que agora eram de felicidade.
_Eu a amo ma petit, mais que tudo. Ao diabo com as conseqüências, eu a quero, jamais permitirei que outro te toque. Jamais.
Voltou a beijá-la com ardor, ela se entregava às caricias assim como os últimos raios de sol se entregam ao abraço da noite. Lentamente ele desabotoou o vestido, botas e combinação, deixando somente de espartilho e anáguas. Virou–a de costas e, enquanto soltava seu corpete, beijava-lhe a nuca, a curva suave do pescoço, os ombros nus. Ela sentia sua pele queimar, apesar do frio, seus seios enrijeciam à medida que o corpete os libertava.
_Você é tão linda ma belle, não sabe o quanto a desejo...
Laura flutuava embalada pelas palavras e caricias de Rian. Finalmente livre do corpete e das roupas intimas, ele virou-a para contemplá-la. Os olhos dele se estreitaram de desejo, a voz tornou-se rouca e sensual ante a visão dos seios perfeitos, a cintura estreita, o corpo frágil e muito feminino. Rian a puxou para si e voltou a beija-la enquanto massageava seus seios, os polegares detendo-se nos mamilos excitados. Laura gemia baixinho, entregando-se completamente àquela sensação maravilhosa. Seu corpo reclamou o contato quando ele se afastou para tirar suas roupas. Laura baixou os olhos e um rubor queimou suas faces. Ele sorriu, aproximando-se novamente, soprou-lhe ao ouvido:
_Tolinha, eu a amo cherry, e a quero muito, e essa, levando-lhe a pequena mão ao seu sexo excitado, é apenas a maneira como meu corpo demonstra isso. É pra você ma belle, por você, assim como seu corpo também me mostra o quanto me quer. Não precisa se envergonhar.
Já na sala principal, Rian a beijava com fúria, sorvendo junto com o beijo, lágrimas e gotas de chuva.
_Nenhum homem irá possuí-la, além de mim ma belle.
Laura sorriu, o riso misturando-se as lágrimas, que agora eram de felicidade.
_Eu a amo ma petit, mais que tudo. Ao diabo com as conseqüências, eu a quero, jamais permitirei que outro te toque. Jamais.
Voltou a beijá-la com ardor, ela se entregava às caricias assim como os últimos raios de sol se entregam ao abraço da noite. Lentamente ele desabotoou o vestido, botas e combinação, deixando somente de espartilho e anáguas. Virou–a de costas e, enquanto soltava seu corpete, beijava-lhe a nuca, a curva suave do pescoço, os ombros nus. Ela sentia sua pele queimar, apesar do frio, seus seios enrijeciam à medida que o corpete os libertava.
_Você é tão linda ma belle, não sabe o quanto a desejo...
Laura flutuava embalada pelas palavras e caricias de Rian. Finalmente livre do corpete e das roupas intimas, ele virou-a para contemplá-la. Os olhos dele se estreitaram de desejo, a voz tornou-se rouca e sensual ante a visão dos seios perfeitos, a cintura estreita, o corpo frágil e muito feminino. Rian a puxou para si e voltou a beija-la enquanto massageava seus seios, os polegares detendo-se nos mamilos excitados. Laura gemia baixinho, entregando-se completamente àquela sensação maravilhosa. Seu corpo reclamou o contato quando ele se afastou para tirar suas roupas. Laura baixou os olhos e um rubor queimou suas faces. Ele sorriu, aproximando-se novamente, soprou-lhe ao ouvido:
_Tolinha, eu a amo cherry, e a quero muito, e essa, levando-lhe a pequena mão ao seu sexo excitado, é apenas a maneira como meu corpo demonstra isso. É pra você ma belle, por você, assim como seu corpo também me mostra o quanto me quer. Não precisa se envergonhar.
Tórridos Acordes - Parte VII
_Oh! Céus, entre, vai pegar um resfriado.
Ele lhe ofereceu toalhas secas, apanhou sua capa e a estendeu perto do fogo, só então se deu conta que ela chorava, envolveu-lhe o corpo tremulo em um abraço, e por um instante esqueceu da loucura que ela fizera ao ir até ele.
_Oh! Ma belle, não chore. Que maluca que voce é, maluca e linda. Não deveria..., senti tanto sua falta cherie...
Não terminou a frase, não conseguia repreende-la, queria beijá-la, abraçar seu corpo, e pelos céus, queria tomá-la em seus braços e fazer amor com ela.
Suas bocas se encontraram sedentas, ele a beijava com desejo e ternura, afagava-lhe os cabelos molhados, sentia seu corpo comprimindo o dela, Laura retribuía com cada célula do seu corpo, erguendo-se nas pontas dos pés, moldando o corpo frágil ao abraço dele, estavam ambos encharcados agora.
_Você precisa se secar ma belle. Disse, levando-a para perto do fogo.
_Eu preciso lhe dizer algo Rian, algo terrível, meus pais me comunicaram que estou noiva e me casarei em breve, eu tinha que vir, meu amor. Não posso me casar com outro Rian, não posso.
As lagrimas voltaram a rolar, e uma sombra de pesar crivou os olhos dele. Ele disse sem encará-la:
_ Seus pais sabem o que é melhor pra você Laura, tenho certeza que eles escolheram um bom marido.
_Eu não entendo, você não vai fazer nada? Como pode dizer que ama e me deixar casar com outro?
_Acredite Laura, será melhor, eu sei o que estou dizendo, não sou homem para voce.
A voz dele parecia incrivelmente dolorosa, como se fizesse um esforço terrível para pronunciar cada palavra.
Para sua surpresa, Laura levantou-se e colocou-se em frente a ele.
_Olhe pra mim Rian, para que eu me lembre que o único homem a quem amei, também foi o mais covarde que conheci. Que vai deixar a mulher a quem ama ser possuída por outro.
Ele lhe ofereceu toalhas secas, apanhou sua capa e a estendeu perto do fogo, só então se deu conta que ela chorava, envolveu-lhe o corpo tremulo em um abraço, e por um instante esqueceu da loucura que ela fizera ao ir até ele.
_Oh! Ma belle, não chore. Que maluca que voce é, maluca e linda. Não deveria..., senti tanto sua falta cherie...
Não terminou a frase, não conseguia repreende-la, queria beijá-la, abraçar seu corpo, e pelos céus, queria tomá-la em seus braços e fazer amor com ela.
Suas bocas se encontraram sedentas, ele a beijava com desejo e ternura, afagava-lhe os cabelos molhados, sentia seu corpo comprimindo o dela, Laura retribuía com cada célula do seu corpo, erguendo-se nas pontas dos pés, moldando o corpo frágil ao abraço dele, estavam ambos encharcados agora.
_Você precisa se secar ma belle. Disse, levando-a para perto do fogo.
_Eu preciso lhe dizer algo Rian, algo terrível, meus pais me comunicaram que estou noiva e me casarei em breve, eu tinha que vir, meu amor. Não posso me casar com outro Rian, não posso.
As lagrimas voltaram a rolar, e uma sombra de pesar crivou os olhos dele. Ele disse sem encará-la:
_ Seus pais sabem o que é melhor pra você Laura, tenho certeza que eles escolheram um bom marido.
_Eu não entendo, você não vai fazer nada? Como pode dizer que ama e me deixar casar com outro?
_Acredite Laura, será melhor, eu sei o que estou dizendo, não sou homem para voce.
A voz dele parecia incrivelmente dolorosa, como se fizesse um esforço terrível para pronunciar cada palavra.
Para sua surpresa, Laura levantou-se e colocou-se em frente a ele.
_Olhe pra mim Rian, para que eu me lembre que o único homem a quem amei, também foi o mais covarde que conheci. Que vai deixar a mulher a quem ama ser possuída por outro.
Tórridos Acordes _ Parte VI
Marrie lhe entregava o décimo lenço, que em seguida Laura iria encharcar como os outros. Havia alguns dias que Laura não tinha noticias do seu amado e acabara de receber uma noticia bombástica, estava noiva, sem ao menos ter sido consultada.
_ E agora Marrie? O que eu faço?
_Laura, que problema você foi arranjar com esse pianista. Tem que se conformar, seu noivo é um homem rico, bem estabelecido, e a fará feliz.
_Noivo, nem me diga essa palavra, eu não tenho noivo algum. E ele tem a idade do meu pai!
_Mas isso é normal querida, homens maduros serão bons maridos.
_Eu não acredito que você esta me falando isso!
_Olha, na verdade nem eu. Estou tentando confortá-la, mas imagino que deva ser o mais próximo do inferno que se pode chegar casar-se com um velho asqueroso. Laura, posso estar fazendo a maior loucura da minha vida, isso pode me custar o emprego, essa casa onde moro, e se alguém descobrir, posso acabar na sarjeta. Mas acho que deve ir vê-lo, Monsiuer Rien, diga-lhe o que esta acontecendo, talvez ele faça algo e, se não fizer, saberá que fez o melhor casando-se com este homem que seus pais escolheram.
_Mas eu não sei onde ele...
Não chegou a concluir a frase e Marrie já lhe estendia um pedaço de papel que tirara do seio.
_Oh Marrie!
_Laura, eu não agüentaria vê-la nas mãos desse nojento.
_Você é muito mais que uma criada, sempre foi uma grande amiga.
_Ande, deve se apressar, seus pais foram ao aniversário de casamento dos Angelis, só voltam pela madrugada, se não resolverem dormir por lá. Afinal, logo cairá uma tempestade. Eu disse que você não estava bem, por isso nem lhe pediram que fosse. O endereço não é longe daqui, pode ir cavalo.
Laura vestiu seu traje de montaria, pegou a capa e chapéu e partiu, decidida a fazer o que fosse para ficar com seu homem, quase uma hora de cavalgada e chegou ao local descrito no papel que Marrie lhe entregara. Assustou-se no inicio, parecia uma cabana abandonada, não havia vizinhança, a chuva a pegou no caminho e ela estava encharcada, estava pronta a dar meia volta, julgando-se perdida e amedrontada, quando ouviu um inconfundível acorde de piano. O coração saltou-lhe pela boca, amarrou o cavalo e bateu de leve na porta, nada. Bateu mais forte para que o som do piano não abafasse o barulho, chovia cada vez mais. Laura agora esmurrava a porta, ele precisava ouvi-la.
_Mas que diabos é isso?
Praguejou ele ao abrir finalmente a porta.
_Laura? Mas o que...
Ficara em choque quando ela levantou a capa.
_ E agora Marrie? O que eu faço?
_Laura, que problema você foi arranjar com esse pianista. Tem que se conformar, seu noivo é um homem rico, bem estabelecido, e a fará feliz.
_Noivo, nem me diga essa palavra, eu não tenho noivo algum. E ele tem a idade do meu pai!
_Mas isso é normal querida, homens maduros serão bons maridos.
_Eu não acredito que você esta me falando isso!
_Olha, na verdade nem eu. Estou tentando confortá-la, mas imagino que deva ser o mais próximo do inferno que se pode chegar casar-se com um velho asqueroso. Laura, posso estar fazendo a maior loucura da minha vida, isso pode me custar o emprego, essa casa onde moro, e se alguém descobrir, posso acabar na sarjeta. Mas acho que deve ir vê-lo, Monsiuer Rien, diga-lhe o que esta acontecendo, talvez ele faça algo e, se não fizer, saberá que fez o melhor casando-se com este homem que seus pais escolheram.
_Mas eu não sei onde ele...
Não chegou a concluir a frase e Marrie já lhe estendia um pedaço de papel que tirara do seio.
_Oh Marrie!
_Laura, eu não agüentaria vê-la nas mãos desse nojento.
_Você é muito mais que uma criada, sempre foi uma grande amiga.
_Ande, deve se apressar, seus pais foram ao aniversário de casamento dos Angelis, só voltam pela madrugada, se não resolverem dormir por lá. Afinal, logo cairá uma tempestade. Eu disse que você não estava bem, por isso nem lhe pediram que fosse. O endereço não é longe daqui, pode ir cavalo.
Laura vestiu seu traje de montaria, pegou a capa e chapéu e partiu, decidida a fazer o que fosse para ficar com seu homem, quase uma hora de cavalgada e chegou ao local descrito no papel que Marrie lhe entregara. Assustou-se no inicio, parecia uma cabana abandonada, não havia vizinhança, a chuva a pegou no caminho e ela estava encharcada, estava pronta a dar meia volta, julgando-se perdida e amedrontada, quando ouviu um inconfundível acorde de piano. O coração saltou-lhe pela boca, amarrou o cavalo e bateu de leve na porta, nada. Bateu mais forte para que o som do piano não abafasse o barulho, chovia cada vez mais. Laura agora esmurrava a porta, ele precisava ouvi-la.
_Mas que diabos é isso?
Praguejou ele ao abrir finalmente a porta.
_Laura? Mas o que...
Ficara em choque quando ela levantou a capa.
Tórridos Acordes - parte V
_Oh!ma belle, este é seu primeiro beijo?
Ela não respondeu, baixou os olhos num tímido gesto de assentimento.
_Não se preocupe, eu o farei inesquecível.
Sussurrou-lhe ao ouvido, beijando a orelha delicada, as faces, as pálpebras molhadas, a ponta do nariz, por fim apossou-se novamente dos lábios macios, saboreando-os, sentiu-lhe os pelos da nuca arrepiar quando ele tocou seus lábios com a língua e delicadamente invadiu-lhe o calor da boca. Laura deixou escapar um gemido quando as línguas se encontraram. Ele explorava sua boca com delicadeza, as mãos acariciando sua nuca, insinuando-se por entre os cabelos. O beijo se intensificava e Laura viu-se retribuindo, seu corpo inteiro queimava. Ela deixou que as mãos o enlaçassem pelo pescoço, afundando os dedos em seus cabelos, oferecia-se toda aquele beijo, Laura finalmente, despertava para o desejo, seus seios formigavam dentro do corpete ela desejava mais que tudo que ele os libertassem, que também os beijasse, desejava sentir por todo corpo o calor que lhe invadia a boca.
_Oh ma belle, não sei o que estou fazendo. Sussurrou-lhe entre beijos, as mãos agora tocando a cintura esguia. Laura em febre não oferecia resistência.
As mãos de Rian alcançaram-lhe o bojo do vestido e, mesmo por cima do tecido, pode sentir o contorno dos seios, estava ficando cada vez mais exigente, e aquilo era muito bom e muito perigoso também.
De súbito afastou-se, deixando-a confusa e ardendo em desejo.
_Laura, ouça. Não podemos..., eu não posso. Você não entende?
A voz dele estava embargada e as palavras soaram incoerentes.
_Perdão Laura, eu não deveria...
Ela estava desolada, confusa, ele não a queria. Não conseguiu conter o choro.
_Por favor Laura, não chore.
_Foi muita tolice minha, achar que pudesse ser correspondida. Está claro que não me deseja. Eu me sinto tão idiota!
Novamente ele se aproximou, tomou-lhe as pequenas mãos, que estavam tremulas.
_Não, você não é idiota Laura, você é perfeita.
_Mas você me despreza como mulher, não me deseja, não me quer.
_Eu nunca a desprezaria, é claro que eu a quero, eu apenas não posso te querer Laura, eu a amo sua tola, mas sei que jamais poderei tê-la!
Ela parecia confusa, ele tentou explicar-lhe.
_Laura, você é rica, seus pais são muito conhecidos e têm um bom nome, sua família é uma das mais tradicionais, logo seus pais lhe arranjarão um bom casamento.
_Mas, eu o amo, não quero outro marido, podemos nos casar e...
Ele a interrompeu, colocando-lhe o dedo sobre os lábios.
_Laura, não seja ingênua, ma petit, seus pais nunca dariam você em casamento a alguém como eu. Não sou um pobretão, querida, mas nem de longe sou um pretendente que seus pais ao menos ouviriam. Com certeza já estão de olho nos melhores partidos, para duplicar sua fortuna. É assim que as coisas funcionam. Eu sei bem.
Essa ultima frase lhe saiu com uma nota de sofrimento.
_Mas, se você me ama, como pode me deixar causar com outro?
_Você não entende Laura.
Ele saiu deixando Laura perplexa, um misto de sentimentos embaralhando seus pensamentos. Oh! Deus, ele a amava, mas também achava impossível tê-la.
Ela não respondeu, baixou os olhos num tímido gesto de assentimento.
_Não se preocupe, eu o farei inesquecível.
Sussurrou-lhe ao ouvido, beijando a orelha delicada, as faces, as pálpebras molhadas, a ponta do nariz, por fim apossou-se novamente dos lábios macios, saboreando-os, sentiu-lhe os pelos da nuca arrepiar quando ele tocou seus lábios com a língua e delicadamente invadiu-lhe o calor da boca. Laura deixou escapar um gemido quando as línguas se encontraram. Ele explorava sua boca com delicadeza, as mãos acariciando sua nuca, insinuando-se por entre os cabelos. O beijo se intensificava e Laura viu-se retribuindo, seu corpo inteiro queimava. Ela deixou que as mãos o enlaçassem pelo pescoço, afundando os dedos em seus cabelos, oferecia-se toda aquele beijo, Laura finalmente, despertava para o desejo, seus seios formigavam dentro do corpete ela desejava mais que tudo que ele os libertassem, que também os beijasse, desejava sentir por todo corpo o calor que lhe invadia a boca.
_Oh ma belle, não sei o que estou fazendo. Sussurrou-lhe entre beijos, as mãos agora tocando a cintura esguia. Laura em febre não oferecia resistência.
As mãos de Rian alcançaram-lhe o bojo do vestido e, mesmo por cima do tecido, pode sentir o contorno dos seios, estava ficando cada vez mais exigente, e aquilo era muito bom e muito perigoso também.
De súbito afastou-se, deixando-a confusa e ardendo em desejo.
_Laura, ouça. Não podemos..., eu não posso. Você não entende?
A voz dele estava embargada e as palavras soaram incoerentes.
_Perdão Laura, eu não deveria...
Ela estava desolada, confusa, ele não a queria. Não conseguiu conter o choro.
_Por favor Laura, não chore.
_Foi muita tolice minha, achar que pudesse ser correspondida. Está claro que não me deseja. Eu me sinto tão idiota!
Novamente ele se aproximou, tomou-lhe as pequenas mãos, que estavam tremulas.
_Não, você não é idiota Laura, você é perfeita.
_Mas você me despreza como mulher, não me deseja, não me quer.
_Eu nunca a desprezaria, é claro que eu a quero, eu apenas não posso te querer Laura, eu a amo sua tola, mas sei que jamais poderei tê-la!
Ela parecia confusa, ele tentou explicar-lhe.
_Laura, você é rica, seus pais são muito conhecidos e têm um bom nome, sua família é uma das mais tradicionais, logo seus pais lhe arranjarão um bom casamento.
_Mas, eu o amo, não quero outro marido, podemos nos casar e...
Ele a interrompeu, colocando-lhe o dedo sobre os lábios.
_Laura, não seja ingênua, ma petit, seus pais nunca dariam você em casamento a alguém como eu. Não sou um pobretão, querida, mas nem de longe sou um pretendente que seus pais ao menos ouviriam. Com certeza já estão de olho nos melhores partidos, para duplicar sua fortuna. É assim que as coisas funcionam. Eu sei bem.
Essa ultima frase lhe saiu com uma nota de sofrimento.
_Mas, se você me ama, como pode me deixar causar com outro?
_Você não entende Laura.
Ele saiu deixando Laura perplexa, um misto de sentimentos embaralhando seus pensamentos. Oh! Deus, ele a amava, mas também achava impossível tê-la.
Tórridos Acordes - parte IV
_Precisa apenas de um pouco de técnica, mas vê-se que nasceu para o piano senhorita.
Ele fazia um esforço para desviar o olhar da boca e de sorriso de Laura.
Assim passaram-se algumas semanas, eles já não conseguiam disfarçar o interesse mutuo que nutriam um pelo outro. Laura aguardava cada vez mais ansiosa os dois encontros semanais, e para Rian, era cada vez mais difícil ficar perto dela sem tomá-la nos braços, ondas de desejo percorriam seu corpo cada vez que seus dedos tocavam os dela sobre o teclado, ou que ele se inclinava sobre ela, por trás, para ensinar-lhe uma nota. Marrie, que deveria fazer-lhes companhia, já percebera e sempre arranjava algo para fazer durante as aulas, aparecendo na sala de musica apenas para indicar que o horário havia encerrado, ou que os pais de Laura se aproximavam.
Certa manhã, Laura confessou a Marrie que estava apaixonada pelo professor.
_Me ajude Marrie!, me ajude ficar bonita. Ele nunca vai reparar em mim, eu sei. Oh! Ele é tão bonito.
_Calma Laura, vou ajudá-la, para começar, pare de usar esses vestidos de viúva.
Naquele dia Laura escolheu um vestido de verão que nunca usara, era sem mangas, com um decote que ela considerava um tanto indecente, mas como seus seios eram pequenos, não ficaria tão escandaloso, fora presente se uma tia, que costumava ir a Paris, só para comprar seu toillete.
Sentiu-se realmente mais bonita e incrivelmente desinibida.
Encontrou-o ao piano.
_Esta atrasada senhorita. Disse sem tirar os olhos do piano. Sente–se aqui, tocaremos a quatro mãos hoje.
Quando ela se aproximou ele não pode evitar o olhar de surpresa e embaraços, céus! Ela estava linda! Começou arrepender-se daquela idéia, mas ela já estava ao seu lado.
_Bom, gaguejou ele, vamos executar essa peça, preciso ver como anda sua habilidade, estará pronta se conseguir me acompanhar.
_Como?
_Meu trabalho aqui acabou senhorita, não precisa mais do mim, é uma ótima pianista.
Tentou disfarçar a angustia que aquilo lhe causava, mas era melhor assim, ele não podia se envolver, não podia envolvê-la.
_Então Monsieur Rian, disse Laura tomada de súbita coragem, sentando-se ao seu lado, olhando no fundo seus olhos cor de mar em ressaca, eu errarei todas as notas.
Ele não resistiu aos olhos úmidos dela, passou um dedo pelo seu rosto, interceptando a lágrima teimosa que lhe rolava pela face. Ela cerrou os olhos enquanto sentia a caricia terna. Ele não resistiu mais, aqueles lábios entreabertos eram o mais doce convite que já recebera. Encostou seus lábios nos dela, sentindo a maciez e o calor de sua boca misturado às lagrimas, sentiu que ela estremecera, de repente tensa.
Ele fazia um esforço para desviar o olhar da boca e de sorriso de Laura.
Assim passaram-se algumas semanas, eles já não conseguiam disfarçar o interesse mutuo que nutriam um pelo outro. Laura aguardava cada vez mais ansiosa os dois encontros semanais, e para Rian, era cada vez mais difícil ficar perto dela sem tomá-la nos braços, ondas de desejo percorriam seu corpo cada vez que seus dedos tocavam os dela sobre o teclado, ou que ele se inclinava sobre ela, por trás, para ensinar-lhe uma nota. Marrie, que deveria fazer-lhes companhia, já percebera e sempre arranjava algo para fazer durante as aulas, aparecendo na sala de musica apenas para indicar que o horário havia encerrado, ou que os pais de Laura se aproximavam.
Certa manhã, Laura confessou a Marrie que estava apaixonada pelo professor.
_Me ajude Marrie!, me ajude ficar bonita. Ele nunca vai reparar em mim, eu sei. Oh! Ele é tão bonito.
_Calma Laura, vou ajudá-la, para começar, pare de usar esses vestidos de viúva.
Naquele dia Laura escolheu um vestido de verão que nunca usara, era sem mangas, com um decote que ela considerava um tanto indecente, mas como seus seios eram pequenos, não ficaria tão escandaloso, fora presente se uma tia, que costumava ir a Paris, só para comprar seu toillete.
Sentiu-se realmente mais bonita e incrivelmente desinibida.
Encontrou-o ao piano.
_Esta atrasada senhorita. Disse sem tirar os olhos do piano. Sente–se aqui, tocaremos a quatro mãos hoje.
Quando ela se aproximou ele não pode evitar o olhar de surpresa e embaraços, céus! Ela estava linda! Começou arrepender-se daquela idéia, mas ela já estava ao seu lado.
_Bom, gaguejou ele, vamos executar essa peça, preciso ver como anda sua habilidade, estará pronta se conseguir me acompanhar.
_Como?
_Meu trabalho aqui acabou senhorita, não precisa mais do mim, é uma ótima pianista.
Tentou disfarçar a angustia que aquilo lhe causava, mas era melhor assim, ele não podia se envolver, não podia envolvê-la.
_Então Monsieur Rian, disse Laura tomada de súbita coragem, sentando-se ao seu lado, olhando no fundo seus olhos cor de mar em ressaca, eu errarei todas as notas.
Ele não resistiu aos olhos úmidos dela, passou um dedo pelo seu rosto, interceptando a lágrima teimosa que lhe rolava pela face. Ela cerrou os olhos enquanto sentia a caricia terna. Ele não resistiu mais, aqueles lábios entreabertos eram o mais doce convite que já recebera. Encostou seus lábios nos dela, sentindo a maciez e o calor de sua boca misturado às lagrimas, sentiu que ela estremecera, de repente tensa.
Tórridos Acordes - parte III
Laura desceu e aproximou-se, julgando-se despercebida.
_Bom dia senhorita, disse ele sem se virar.
_Oh,bom dia.
Ela de repente sentiu-se envergonhada, ele sabia que estava sendo observado?
_Não se assuste senhorita, como pianista deveria saber, músicos têm os ouvidos apurados, seus passos são leves e delicados, mas ainda assim a ouvi descer as escadas, parar e se aproximar.
_Oh, me desculpe, eu não quis...
_Está tudo bem. Muito prazer, eu sou Paul Rian, e senhorita deve ser a quem a senhora Debret me deu a incumbência de transformar num prodígio e, pelo que ela me contou isso não será difícil.
Laura baixou os olhos, ele a encarava com tanta determinação, como quem examinava uma peça antes de comprá-la. Embora seu olhar fosse frio e profissional, ela estava encabulada.
_ A senhora Debret é um tanto eloqüente demais em seus elogios. Eu sou Laura, e sim, serei sua discípula. Prometo esforçar-me, sei que é um homem muito ocupado Monsieur, ademais, não sei quanto tempo terei.
Seus olhos tornaram-se anuviados.
_ Estarei ao seu dispor por quanto tempo for preciso senhorita, tenho uma divida eterna com a senhora Debret.
Não era sobre o tempo dele a quem Laura se referia, sabia que seria arrancada daquele idílio, tão logo seu pai lhe arranjasse casamento.
_Bem, senhorita, se não se importar, gostaria que executasse essa peça para mim, preciso saber em qual nível se encontra.
Laura o levou até a sala de musica, ele não pode deixar de notar-lhe a elegância ao sentar-se ao piano, tinha um talhe esbelto e seus olhos brilharam ao correr os dedos delicados pelo teclado. Posicionou a partitura e começou os primeiras notas.
_Não! Assim não senhorita.
Ele a interrompeu, aproximando-se.
_ É preciso alongar as mãos antes de começar, senão acabará com dedos atrofiados e não conseguirá segurar nem uma pena, muito menos tocar piano.
Aproximou-se mais, Laura nunca havia estado tão próxima de um homem, sentiu-lhe o cheiro, viu a sombra de sua barba.
_Posso? Perguntou-lhe enquanto olhava para as mãos dela.
_Sim, balbuciou timidamente.
Sentiu-se estranha enquanto ele exercitava suas mãos e dedos.
_Viu, deve fazer isso sempre, antes e depois de tocar.
Suas faces estavam vermelhas e ela estava levemente tremula. Ainda assim, conseguiu concentrar-se nas notas. Ora ou outra ele a interrompia para corrigir uma nota.
Definitivamente, aquilo a perturbava.
_Muito bem senhorita, vejo que não será um dos meus piores trabalhos.
Laura sorriu e ele percebeu que seu sorriso, embora custasse a aparecer, era do tipo que enchia todo ambiente, não podia negar que ela era atraente, embora fosse pequena esguia, sua beleza parecia vir de dentro e não necessitava de adorno. E o cheiro, Deus do céu, aquele cheiro que ele não pudera ignorar toda vez que se aproximava. Tentou manter o autocontrole, mas, inúmeras vezes se imaginou desfazendo aquela trança. Ela era tão doce. Aquela atração a primeira vista não era coisa que lhe acontecesse. Atração, por Deus, o que estava a dizer! Ela era apenas uma menina e ele já passava dos trinta, e nenhuma mulher jamais chamou sua atenção desde..., ele abanou a cabeça para afastar o pensamento.
_Bom dia senhorita, disse ele sem se virar.
_Oh,bom dia.
Ela de repente sentiu-se envergonhada, ele sabia que estava sendo observado?
_Não se assuste senhorita, como pianista deveria saber, músicos têm os ouvidos apurados, seus passos são leves e delicados, mas ainda assim a ouvi descer as escadas, parar e se aproximar.
_Oh, me desculpe, eu não quis...
_Está tudo bem. Muito prazer, eu sou Paul Rian, e senhorita deve ser a quem a senhora Debret me deu a incumbência de transformar num prodígio e, pelo que ela me contou isso não será difícil.
Laura baixou os olhos, ele a encarava com tanta determinação, como quem examinava uma peça antes de comprá-la. Embora seu olhar fosse frio e profissional, ela estava encabulada.
_ A senhora Debret é um tanto eloqüente demais em seus elogios. Eu sou Laura, e sim, serei sua discípula. Prometo esforçar-me, sei que é um homem muito ocupado Monsieur, ademais, não sei quanto tempo terei.
Seus olhos tornaram-se anuviados.
_ Estarei ao seu dispor por quanto tempo for preciso senhorita, tenho uma divida eterna com a senhora Debret.
Não era sobre o tempo dele a quem Laura se referia, sabia que seria arrancada daquele idílio, tão logo seu pai lhe arranjasse casamento.
_Bem, senhorita, se não se importar, gostaria que executasse essa peça para mim, preciso saber em qual nível se encontra.
Laura o levou até a sala de musica, ele não pode deixar de notar-lhe a elegância ao sentar-se ao piano, tinha um talhe esbelto e seus olhos brilharam ao correr os dedos delicados pelo teclado. Posicionou a partitura e começou os primeiras notas.
_Não! Assim não senhorita.
Ele a interrompeu, aproximando-se.
_ É preciso alongar as mãos antes de começar, senão acabará com dedos atrofiados e não conseguirá segurar nem uma pena, muito menos tocar piano.
Aproximou-se mais, Laura nunca havia estado tão próxima de um homem, sentiu-lhe o cheiro, viu a sombra de sua barba.
_Posso? Perguntou-lhe enquanto olhava para as mãos dela.
_Sim, balbuciou timidamente.
Sentiu-se estranha enquanto ele exercitava suas mãos e dedos.
_Viu, deve fazer isso sempre, antes e depois de tocar.
Suas faces estavam vermelhas e ela estava levemente tremula. Ainda assim, conseguiu concentrar-se nas notas. Ora ou outra ele a interrompia para corrigir uma nota.
Definitivamente, aquilo a perturbava.
_Muito bem senhorita, vejo que não será um dos meus piores trabalhos.
Laura sorriu e ele percebeu que seu sorriso, embora custasse a aparecer, era do tipo que enchia todo ambiente, não podia negar que ela era atraente, embora fosse pequena esguia, sua beleza parecia vir de dentro e não necessitava de adorno. E o cheiro, Deus do céu, aquele cheiro que ele não pudera ignorar toda vez que se aproximava. Tentou manter o autocontrole, mas, inúmeras vezes se imaginou desfazendo aquela trança. Ela era tão doce. Aquela atração a primeira vista não era coisa que lhe acontecesse. Atração, por Deus, o que estava a dizer! Ela era apenas uma menina e ele já passava dos trinta, e nenhuma mulher jamais chamou sua atenção desde..., ele abanou a cabeça para afastar o pensamento.
Tórridos Acordes - parte II
Naquela noite quase não dormiu, estava ansiosa em conhecer seu mestre. Como todo amante do piano, já ouvira falar em Monsieur Rian, comentavam que era um tanto esquisito, nunca se casara nem era visto freqüentando mulheres de espécie alguma. Bem todo gênio era mesmo um pouco excêntrico, com ele não seria diferente.
Laura foi despertada por Marrie, sua criada de quarto desde que ambas eram meninas. Marrie tinha a pele corada, cabelos negros, corpo farto que o espartilho mal continha. Era a volúpia e vivacidade em pessoa, totalmente o contrario de Laura. Marrie era alegre, seus olhos, seu corpo, cada fibra do seu corpo estava sempre sorrindo. Mais que uma criada, Marrie era a amiga e irmã que Laura não tivera.
_ Vamos Laura, acorde! Não quer receber seu professor com cara de travesseiros não é?
_Oh! Me deixe, Marrie. Isso tudo é uma loucura, papai irá me impedir de ter aulas assim que surja um pretendente, melhor nem começar com isso.
Laura tinha lagrimas nos olhos.
_Laurinha, deixe de ser tola, aproveite o que tem agora, não pense no futuro, nunca saberemos o que esta por acontecer. Vamos, escolha um vestido, ponha-se bonita, vamos receber Monsiuer Rian!
_Ah, bonita! Só você mesmo Marrie, nunca serei bonita, nem com todos os vestidos e jóias e perfumes do mundo.
_Você também não ajuda não é Laura? Parece que quer se esconder. Sabe, as vezes desconfio que você faz de propósito, para que nenhum pretendente apareça...
_Ora, cale-se Marrie.
Laura fingiu-se de zangada, atirando travesseiros à Marrie.
Vestiu-se com um certo esmero, de repente sentia vontade de melhorar a aparência, escolheu um vestido em tons verdes, colocou brincos pequenos de esmeraldas e Marrie arrumou-lhe aos cabelos em uma graciosa trança.
_Espere!
Gritou Marrie quando ela já se preparava para descer.
_Você não tem jeito Laura.
Disse-lhe enquanto colocava gotas de perfume entre seus seios e apertava-lhe as bochechas.
_Pare com isso Marrie, não vou a um baile.
_Mas também não precisa parecer uma doente moribunda não é? Vamos, morda os lábios, assim, mais um pouco. Hum, agora sim.
Os pais haviam saído cedo, para uma festa numa casa de campo de amigos, precisavam sair cedo pois as estradas eram horríveis.
Laura parou no meio da escada, lá estava ele de costas, admirando um quadro na parede. Era bastante alto e forte, presumiu ela pela largura das costas dele, havia tirado o casaco e o chapéu, os cabelos eram longos, negros e fartos, presos por um cordão de couro, as mãos cruzadas atrás das costas eram grandes, porem delicadas, sem nenhum anel, então ele realmente não era casado.
Laura foi despertada por Marrie, sua criada de quarto desde que ambas eram meninas. Marrie tinha a pele corada, cabelos negros, corpo farto que o espartilho mal continha. Era a volúpia e vivacidade em pessoa, totalmente o contrario de Laura. Marrie era alegre, seus olhos, seu corpo, cada fibra do seu corpo estava sempre sorrindo. Mais que uma criada, Marrie era a amiga e irmã que Laura não tivera.
_ Vamos Laura, acorde! Não quer receber seu professor com cara de travesseiros não é?
_Oh! Me deixe, Marrie. Isso tudo é uma loucura, papai irá me impedir de ter aulas assim que surja um pretendente, melhor nem começar com isso.
Laura tinha lagrimas nos olhos.
_Laurinha, deixe de ser tola, aproveite o que tem agora, não pense no futuro, nunca saberemos o que esta por acontecer. Vamos, escolha um vestido, ponha-se bonita, vamos receber Monsiuer Rian!
_Ah, bonita! Só você mesmo Marrie, nunca serei bonita, nem com todos os vestidos e jóias e perfumes do mundo.
_Você também não ajuda não é Laura? Parece que quer se esconder. Sabe, as vezes desconfio que você faz de propósito, para que nenhum pretendente apareça...
_Ora, cale-se Marrie.
Laura fingiu-se de zangada, atirando travesseiros à Marrie.
Vestiu-se com um certo esmero, de repente sentia vontade de melhorar a aparência, escolheu um vestido em tons verdes, colocou brincos pequenos de esmeraldas e Marrie arrumou-lhe aos cabelos em uma graciosa trança.
_Espere!
Gritou Marrie quando ela já se preparava para descer.
_Você não tem jeito Laura.
Disse-lhe enquanto colocava gotas de perfume entre seus seios e apertava-lhe as bochechas.
_Pare com isso Marrie, não vou a um baile.
_Mas também não precisa parecer uma doente moribunda não é? Vamos, morda os lábios, assim, mais um pouco. Hum, agora sim.
Os pais haviam saído cedo, para uma festa numa casa de campo de amigos, precisavam sair cedo pois as estradas eram horríveis.
Laura parou no meio da escada, lá estava ele de costas, admirando um quadro na parede. Era bastante alto e forte, presumiu ela pela largura das costas dele, havia tirado o casaco e o chapéu, os cabelos eram longos, negros e fartos, presos por um cordão de couro, as mãos cruzadas atrás das costas eram grandes, porem delicadas, sem nenhum anel, então ele realmente não era casado.
Tórridos Acordes- Parte I
Uma cena bem típica aquela, uma jovem ao piano e, à sua volta orgulhosos pais que a expunham para alguns casais de amigos. Todos desfrutavam em completo silêncio do concerto, em petit comitê, que Laura proporcionava. Ora ou outra o silencio era quebrado por suspiros entusiasmados da platéia, maravilhados pelo talento da pequena jovem que dedilhava com maestria o antigo piano da família. Laura era tímida e retraída, porém, ao piano, era como se outra pessoa passasse a existir, ganhava força e estatura. Seu talento sobressaia de tal forma que toda ela se agigantava.
A jovem contava nessa época dezoito anos, o momento propício para casar-se e tornar-se uma dócil e obediente esposa e dona de casa. Laura tivera uma educação requintada, professores particulares com os quais aprendera de artes á línguas, de matemática à filosofia. Era capaz de discutir sobre qualquer assunto com qualquer pessoa, independente de faixa etária ou classe social. Seus olhos negros eram vivazes e pareciam estar sempre a procura de algo, era pequenina e magra, quase não lhe era necessário o uso do espartilho, o que rendia às suas criadas um pouco trabalho para apertá-lo, os seios pequenos quase sempre eram contidos por suas golas altas que lhe cobriam até o pescoço, trazia sempre os cabelos longos e claros presos e, por muita insistência de sua mãe, em dia de festas, aplicava um pouco de carmim nos lábios e usava uma jóia da família, Laura tinha a beleza contida de uma Virgem , no entanto, apesar de sua aparência austera, seus olhos denunciavam que a qualquer momento algo dentro dela ia se romper com a força de uma enxurrada.
A festa em sua casa era mais uma tentativa dos seus pais de arranjar-lhe um pretendente, exibindo-a para as famílias mais ricas e influentes da sociedade. Laura cumpria seu papel de filha obediente, esperava que seu destino se cumprisse, sem entusiasmo, mas também sem nenhum sofrimento, afinal, para isso fora tão bem educada.
Uma chuva de aplausos encheu a luxuosa sala quando Laura tocou a ultima nota da peça que executava. Ouviu indiferente aos elogios, apenas sorria educadamente.
_ Laura minha querida, você esteve ótima. Falava animadamente a senhora Debret enquanto beijava-lhe as faces.
_ Obrigada senhora Debret, a senhora é muito gentil, cometi algumas falhas, não cheguei nem perto da perfeição.
_Ora minha querida, está sendo modesta, foram apenas dois errinhos, imperceptíveis aos ouvidos leigos que aqui estão. Era justamente sobre isso que conversava com seus pais, sobre seu futuro como a brilhante pianista que é.
_Nós duas sabemos qual o futuro que espera por uma jovem senhora Debret, um bom casamento e se Deus for bondoso, meia dúzia de filhos.
_ Ora Laura, estamos no século XIX, as coisas não são mais assim, existem outras possibilidades. Venha, vamos conversar, tenho algo a lhe dizer.
A senhora Debret era uma rica viúva que gastava os dias e a herança do falecido marido em tudo que tivesse ligação com as artes, patrocinava jovens poetas, pintores, atores e toda sorte de artistas que caísse em suas graças, apesar dos seus quase setenta anos, exibia jovialidade e energia de uma jovem, dizia que a arte tem um poder rejuvenescedor, como no Retrato de Dorian Gray.
_ Sente-se querida.
_Obrigada.
_Olhe, estive conversando com seus pais, você tem muito talento minha querida, e é tão dedicada aos estudos de piano, não é justo que tudo isso se perca. Há alguns anos, patrocinei um jovem pianista, ele foi a Paris completar sua formação e hoje é um dos melhores que existem, tenho certeza que ele não se importaria em ajudá-la a se aperfeiçoar e tornar-se uma grande pianista.
_ Eu agradeço seu empenho em me ajudar, fico sensibilizada, mas meus pais nunca permitiriam senhora Debret.
_ Eu já cuidei dos seus pais minha querida.
_ Como conseguiu?
_ Apenas os convenci de que isso acrescentaria apenas mais um aos seus incontáveis dotes, e que os mais requintados cavalheiros da corte implorariam para tê-la como esposa.
_ Nem sei o que dizer.
_ Prepare-se querida, amanhã conhecerá monsieur Rian, estará em ótimas mãos.
_ Obrigada, muito obrigada. Não sei como agradecer.
_Apenas deixe seu dom fluir minha cara, talvez não tenha outra chance, como eu não tive. Agora deixe ir, aquelas velhas corocas estão loucas para falar da vida alheia.
Laura beijou-lhe as mãos e voltaram para a sala, porém seu pensamento não estava mais ali, alçara vôo para lugares tão longínquos que a própria Laura espantou-se de tamanha ousadia, mesmo que em pensamento
A jovem contava nessa época dezoito anos, o momento propício para casar-se e tornar-se uma dócil e obediente esposa e dona de casa. Laura tivera uma educação requintada, professores particulares com os quais aprendera de artes á línguas, de matemática à filosofia. Era capaz de discutir sobre qualquer assunto com qualquer pessoa, independente de faixa etária ou classe social. Seus olhos negros eram vivazes e pareciam estar sempre a procura de algo, era pequenina e magra, quase não lhe era necessário o uso do espartilho, o que rendia às suas criadas um pouco trabalho para apertá-lo, os seios pequenos quase sempre eram contidos por suas golas altas que lhe cobriam até o pescoço, trazia sempre os cabelos longos e claros presos e, por muita insistência de sua mãe, em dia de festas, aplicava um pouco de carmim nos lábios e usava uma jóia da família, Laura tinha a beleza contida de uma Virgem , no entanto, apesar de sua aparência austera, seus olhos denunciavam que a qualquer momento algo dentro dela ia se romper com a força de uma enxurrada.
A festa em sua casa era mais uma tentativa dos seus pais de arranjar-lhe um pretendente, exibindo-a para as famílias mais ricas e influentes da sociedade. Laura cumpria seu papel de filha obediente, esperava que seu destino se cumprisse, sem entusiasmo, mas também sem nenhum sofrimento, afinal, para isso fora tão bem educada.
Uma chuva de aplausos encheu a luxuosa sala quando Laura tocou a ultima nota da peça que executava. Ouviu indiferente aos elogios, apenas sorria educadamente.
_ Laura minha querida, você esteve ótima. Falava animadamente a senhora Debret enquanto beijava-lhe as faces.
_ Obrigada senhora Debret, a senhora é muito gentil, cometi algumas falhas, não cheguei nem perto da perfeição.
_Ora minha querida, está sendo modesta, foram apenas dois errinhos, imperceptíveis aos ouvidos leigos que aqui estão. Era justamente sobre isso que conversava com seus pais, sobre seu futuro como a brilhante pianista que é.
_Nós duas sabemos qual o futuro que espera por uma jovem senhora Debret, um bom casamento e se Deus for bondoso, meia dúzia de filhos.
_ Ora Laura, estamos no século XIX, as coisas não são mais assim, existem outras possibilidades. Venha, vamos conversar, tenho algo a lhe dizer.
A senhora Debret era uma rica viúva que gastava os dias e a herança do falecido marido em tudo que tivesse ligação com as artes, patrocinava jovens poetas, pintores, atores e toda sorte de artistas que caísse em suas graças, apesar dos seus quase setenta anos, exibia jovialidade e energia de uma jovem, dizia que a arte tem um poder rejuvenescedor, como no Retrato de Dorian Gray.
_ Sente-se querida.
_Obrigada.
_Olhe, estive conversando com seus pais, você tem muito talento minha querida, e é tão dedicada aos estudos de piano, não é justo que tudo isso se perca. Há alguns anos, patrocinei um jovem pianista, ele foi a Paris completar sua formação e hoje é um dos melhores que existem, tenho certeza que ele não se importaria em ajudá-la a se aperfeiçoar e tornar-se uma grande pianista.
_ Eu agradeço seu empenho em me ajudar, fico sensibilizada, mas meus pais nunca permitiriam senhora Debret.
_ Eu já cuidei dos seus pais minha querida.
_ Como conseguiu?
_ Apenas os convenci de que isso acrescentaria apenas mais um aos seus incontáveis dotes, e que os mais requintados cavalheiros da corte implorariam para tê-la como esposa.
_ Nem sei o que dizer.
_ Prepare-se querida, amanhã conhecerá monsieur Rian, estará em ótimas mãos.
_ Obrigada, muito obrigada. Não sei como agradecer.
_Apenas deixe seu dom fluir minha cara, talvez não tenha outra chance, como eu não tive. Agora deixe ir, aquelas velhas corocas estão loucas para falar da vida alheia.
Laura beijou-lhe as mãos e voltaram para a sala, porém seu pensamento não estava mais ali, alçara vôo para lugares tão longínquos que a própria Laura espantou-se de tamanha ousadia, mesmo que em pensamento
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