quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tórridos Acordes - parte V

_Oh!ma belle, este é seu primeiro beijo?
Ela não respondeu, baixou os olhos num tímido gesto de assentimento.
_Não se preocupe, eu o farei inesquecível.
Sussurrou-lhe ao ouvido, beijando a orelha delicada, as faces, as pálpebras molhadas, a ponta do nariz, por fim apossou-se novamente dos lábios macios, saboreando-os, sentiu-lhe os pelos da nuca arrepiar quando ele tocou seus lábios com a língua e delicadamente invadiu-lhe o calor da boca. Laura deixou escapar um gemido quando as línguas se encontraram. Ele explorava sua boca com delicadeza, as mãos acariciando sua nuca, insinuando-se por entre os cabelos. O beijo se intensificava e Laura viu-se retribuindo, seu corpo inteiro queimava. Ela deixou que as mãos o enlaçassem pelo pescoço, afundando os dedos em seus cabelos, oferecia-se toda aquele beijo, Laura finalmente, despertava para o desejo, seus seios formigavam dentro do corpete ela desejava mais que tudo que ele os libertassem, que também os beijasse, desejava sentir por todo corpo o calor que lhe invadia a boca.
_Oh ma belle, não sei o que estou fazendo. Sussurrou-lhe entre beijos, as mãos agora tocando a cintura esguia. Laura em febre não oferecia resistência.
As mãos de Rian alcançaram-lhe o bojo do vestido e, mesmo por cima do tecido, pode sentir o contorno dos seios, estava ficando cada vez mais exigente, e aquilo era muito bom e muito perigoso também.
De súbito afastou-se, deixando-a confusa e ardendo em desejo.
_Laura, ouça. Não podemos..., eu não posso. Você não entende?
A voz dele estava embargada e as palavras soaram incoerentes.
_Perdão Laura, eu não deveria...
Ela estava desolada, confusa, ele não a queria. Não conseguiu conter o choro.
_Por favor Laura, não chore.
_Foi muita tolice minha, achar que pudesse ser correspondida. Está claro que não me deseja. Eu me sinto tão idiota!
Novamente ele se aproximou, tomou-lhe as pequenas mãos, que estavam tremulas.
_Não, você não é idiota Laura, você é perfeita.
_Mas você me despreza como mulher, não me deseja, não me quer.
_Eu nunca a desprezaria, é claro que eu a quero, eu apenas não posso te querer Laura, eu a amo sua tola, mas sei que jamais poderei tê-la!
Ela parecia confusa, ele tentou explicar-lhe.
_Laura, você é rica, seus pais são muito conhecidos e têm um bom nome, sua família é uma das mais tradicionais, logo seus pais lhe arranjarão um bom casamento.
_Mas, eu o amo, não quero outro marido, podemos nos casar e...
Ele a interrompeu, colocando-lhe o dedo sobre os lábios.
_Laura, não seja ingênua, ma petit, seus pais nunca dariam você em casamento a alguém como eu. Não sou um pobretão, querida, mas nem de longe sou um pretendente que seus pais ao menos ouviriam. Com certeza já estão de olho nos melhores partidos, para duplicar sua fortuna. É assim que as coisas funcionam. Eu sei bem.
Essa ultima frase lhe saiu com uma nota de sofrimento.
_Mas, se você me ama, como pode me deixar causar com outro?
_Você não entende Laura.
Ele saiu deixando Laura perplexa, um misto de sentimentos embaralhando seus pensamentos. Oh! Deus, ele a amava, mas também achava impossível tê-la.

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