quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tórridos Acordes - Parte VII

_Oh! Céus, entre, vai pegar um resfriado.
Ele lhe ofereceu toalhas secas, apanhou sua capa e a estendeu perto do fogo, só então se deu conta que ela chorava, envolveu-lhe o corpo tremulo em um abraço, e por um instante esqueceu da loucura que ela fizera ao ir até ele.
_Oh! Ma belle, não chore. Que maluca que voce é, maluca e linda. Não deveria..., senti tanto sua falta cherie...
Não terminou a frase, não conseguia repreende-la, queria beijá-la, abraçar seu corpo, e pelos céus, queria tomá-la em seus braços e fazer amor com ela.
Suas bocas se encontraram sedentas, ele a beijava com desejo e ternura, afagava-lhe os cabelos molhados, sentia seu corpo comprimindo o dela, Laura retribuía com cada célula do seu corpo, erguendo-se nas pontas dos pés, moldando o corpo frágil ao abraço dele, estavam ambos encharcados agora.
_Você precisa se secar ma belle. Disse, levando-a para perto do fogo.
_Eu preciso lhe dizer algo Rian, algo terrível, meus pais me comunicaram que estou noiva e me casarei em breve, eu tinha que vir, meu amor. Não posso me casar com outro Rian, não posso.
As lagrimas voltaram a rolar, e uma sombra de pesar crivou os olhos dele. Ele disse sem encará-la:
_ Seus pais sabem o que é melhor pra você Laura, tenho certeza que eles escolheram um bom marido.
_Eu não entendo, você não vai fazer nada? Como pode dizer que ama e me deixar casar com outro?
_Acredite Laura, será melhor, eu sei o que estou dizendo, não sou homem para voce.
A voz dele parecia incrivelmente dolorosa, como se fizesse um esforço terrível para pronunciar cada palavra.
Para sua surpresa, Laura levantou-se e colocou-se em frente a ele.
_Olhe pra mim Rian, para que eu me lembre que o único homem a quem amei, também foi o mais covarde que conheci. Que vai deixar a mulher a quem ama ser possuída por outro.

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